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28/12/2015 05h58
ONDE ENCONTRO - Planificação e Elaboração de Palestras

SUMÁRIO

  1. Introdução
  2. Definições iniciais
  3. Glossário de oratória
  4. Conceitos importantes
  5. As três etapas de uma palestra
  6. Planificação da palestra
    1. ​Visão geral do Processo de Planificação da Palestra
    2. Detalhamento do Processo de Planificação da Palestra
    3. Fidelidade doutrinária e Qualidade da Palestra
  7. Elaboração da palestra
    1. ​Examinando um Plano de Palestra
    2. O Esquema de Pesquisa e Composição
    3. O Esquema em Cruz
    4. Examinando os elementos da Etapa de Elaboração da Palestra
  8. ​​Dicas úteis para palestrantes
    1. Textos e orientações úteis do APRENDIZADO ESPÍRITA
    2. Planos de palestras e palestras prontas
    3. Textos e orientações para palestrantes
    4. Roteiros de palestras
  9. Linkoteca
  10. Indicações Bibliográficas
  11. Veja também

Muitos acreditaram em Jesus por causa de sua palavra. (EVANGELHO DE JOÃO, 4:41)

Prefiro falar na igreja cinco palavras com meu entendimento, para instruir outros,                                    a falar dez mil em outras línguas. (PAULO, COR. I, 14:19) 

Quando um discurso é muito grande, o meio faz esquecer o princípio e o  fim faz esquecer o meio. (F. SALLES)

Instrução demais é pior do que instrução de menos. (M. MONTESSORI)  


1 - INTRODUÇÃO


Instrutor Guima

Caro(a) leitor(a),

Objetivos

Nosso objetivo aqui é trazer alguns subsídios para a planificação, a elaboração e a apresentação de uma palestra pública na Casa Espírita.

A palestra pública

Como se sabe, a palestra pública tem algumas especificidades:

  • Seu objetivo é esclarecer, informar, consolar e conscientizar, com base na Codificação Espírita e no Evangelho de Jesus.
  • Sua montagem deve estar de acordo com o público e os objetivos esperados.
  • Sua duração deve se dar entre quarenta e cinquenta minutos.
  • Sua estrutura deve ter argumentos bem delineados, exemplos fáceis de captar e uma mensagem que atenda às necessidades do público.

Levantamento de informações

A planificação da palestra requer algumas informações preliminares, que variam segundo os diferentes centros espíritas. Assim, é preciso conhecer alguns aspectos da reunião pública em que se vai palestrar, como estes exemplos:

  • Em que meio se situa? É preciso saber do perfil, das necessidades e do repertório da comunidade onde funciona a Casa Espírita.
  • Qual é o público-alvo? É preciso se informar do perfil e das necessidades dos frequentadores da Casa Espírita.
  • Qual é o repertório desse público? É preciso conhecer as referências, os valores e os conhecimentos detidos pelo público.
  • Que se espera das palestras públicas ali proferidas? É preciso saber dos objetivos da instituição para atendê-los, mas subordinando-os sempre aos comandos superiores da Divulgação Doutrinária Espírita.

Isso vai orientar o expositor na preparação e execução de sua palestra: tema, tom, nível vocabular e enfoque doutrinário têm de ser ajustados a esses fatores.

Informações para iniciantes

Registre-se que as instruções desta unidade são básicas, de interesse, portanto, dos que estão começando nas lides doutrinárias da exposição, ou daqueles outros que buscam ferramentas eletrônicas auxiliares na elaboração de palestras espíritas. 

Informações e estudos mais completos sobre o tema poderão ser encontrados na Seção G - COMUNICAÇÃO NA CASA ESPÍRITA- CCE.     

É isso. Bom proveito!

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2 - DEFINIÇÕES INICIAIS


As definições de alguns termos e expressões utilizados nesta unidade facilitarão o entendimento do que vem a seguir.

Por isso, visite  o MÓDULO - Conceitos didáticos e pedagógicos (aqui) e leia informações sobre estes assuntos:

  • Distinção entre Assunto e Tema
  • Objetivos comportamentais
  • Metodos e técnicas didáticos
  • Termos escolares
  • Agentes de ensino e exposição
  • Termos do planejamento de ensino

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3 - GLOSSÁRIO DE ORATÓRIA


Abaixo vão alguns termos e expressões sobre oratória:

  • EXPOSITOR: Pessoa que expõe ou interpreta (esclarece) um texto, uma teoria, uma doutrina.
    ORADOR: Que tem o dom da palavra; o que faz uma oração ou discurso.
    PROFESSOR: Individuo que ensina uma arte, uma ciência, uma língua, etc.
    PREGADOR: Aquele faz pregação.
    TRIBUNO: Orador
    APRESENTAÇÃO(1) Ação ou resultado de apresentar(se). (2) Discurso breve que introduz alguém ao público.
    CONFERÊNCIA: Palestra feita diante de um público sobre diferentes questões (literárias, religiosas, científicas, filosóficas, políticas, etc.)
    DISCURSO: Oração, fala, arrazoado.
    DISCURSAR: Expor com método.
    EXPOR: Tornar conhecido ou evidente, revelar.
    ENSINAR: Dar informações precisas, transmitir conhecimentos.
    ELOQUÊNCIA: Talento de convencer, deleitar ou comover.
    GRANDILOQUÊNCIA: Qualidade do estilo muito elevado, grandioso, pomposo; muito eloquente.
    ORAÇÃO: Discurso, sermão, fala.
    ORATÓRIA: Arte de bem falar em público.
    PALESTRA: Conferência breve sobre assunto científico, literário, religioso, etc.
    PREGAÇÃO: Ação de pregar, prédica, sermão.
    PREGAR: Comentar um sermão ou prédica
    PRELEÇÃO: Peça oratória que o orador pronuncia para instrução de seus ouvintes.
    PRÉDICA: Pregação, sermão, discurso.
    PERSUASÃO: Ato ou efeito de persuadir.
    PERSUASIVO: Que persuade (sinônimos: persuasível, persuasório, persuasor, suasivo, suasório)
    RETÓRICA: Arte de bem falar; conjunto de regras relativas à eloquência.
    TRIBUNA: Lugar de onde discursam os oradores.

Referências:

  • Como persuadir, falando. Marques Oliveira. Rio de Janeiro, Ediouro.
  • O orador espírita. Eliseu Rigonatti. São Paulo, LAKE.
  • Regras básicas para o expositor espírita [Apostila]. UEM - União Espírita Mineira. Trabalho do CRE/Uberaba - s/d
  • Orientação para os expositores. [Apostila]. Secretaria da 10a. COMJESC, Blumenau, SC

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4 - CONCEITOS IMPORTANTES


[O comunicador espírita é]... uma pessoa comum, sem qualidades extraordinárias que assume o encargo de auxiliar a difusão e o entendimento da Doutrina Espírita, visando a sua transformação moral e do próximo.

(RENÊ IVAN FRANZOLIN. Como melhorar sua comunicação)


Instrutor Guima

Seguem abaixo algumas informações e conceitos que vão facilitar os tópicos seguintes da unidade.

Examine-os com atenção.


No Espiritismo a mensagem tem de ser embasada no amor, não no autoritarismo. Sem imposição, acatando-se o livre-arbítrio das pessoas. Além disso, é preciso respeitar as escolhas e os caminhos percorridos pelos indivíduos, pois ninguém tem o monopólio do bom senso, e a vida é complexa e abundante de opções.

Assim, veja bem os itens 1, 2 e 3 abaixo:


4. 1 - CARACTERÍSTICA FUNDAMENTAL DO ESPIRITISMO

Baseado em Nazareno Tourinho


4. 2 - ZONA DE CONFORTO

Todos nós temos nossas zonas de conforto. Estas costumam ser consequência do lugar onde nos criamos (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste), nossas religiões ou filosofias (judaica, católica, protestante, humanista, muçulmana, ateia, espírita, umbandista, etc.), nossa educação e profissão (mestres, doutores, engenheiros, escritores, vendedores, funcionários, assalariados), nossa herança cultural (europeia, negra, índia, miscegenada) orientação sexual (heterossesual, homossexual, ambos, nenhuma), etc. 

A sua zona de conforto é única e faz de você o que você é. Ela também exige que você seja sensível às zonas de conforto das outras pessoas se você quiser se comunicar eficientemente com elas.

(Harvey  A . Robbins in  Como Ouvir e Falar com Eficácia)

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4. 3 - REPERTÓRIO, CRENÇAS, VALORES


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5 - AS TRÊS ETAPAS DE UMA PALESTRA


Três são as etapas de uma palestra: planificação, elaboração e apresentação.

PLANIFICAR* é pensar a ação, isto é, saber com antecedência como agir para alcançar os objetivos que queremos atingir. É determinar qual é o melhor curso de ação para se chegar à meta antecipadamente traçada. É estabelecer as ações necessárias à consecução das metas fixadas.

ELABORAR é construir a palestra, seguindo os passos e executando as ações previstas na planificação. É a fase de montagem, de estruturação da palestra.

APRESENTAR é pôr-se diante do público e mostrar-lhe o produto do trabalho executado. Aqui engenho e arte são necessários.

O engenho da abertura que desperta, do desenvolvimento que prende, motiva, instiga, ou sensibiliza — e  do fecho que venha a coroar a exposição e assegurar ao público: ou uma reflexão evangélica, ou uma palavra de consolação e esperança, ou um despertamento para os valores do Espírito. 

E a arte de expor tudo isso com clareza, elegância, simplicidade e emoção.


(*) Recorde-se que: PLANIFICAÇÃOAção ou resultado de planificar. O mesmo que planejamento ou programação.

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6 - PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA


Instrutor Guima

Comos visto acima no tópico 5, são três as etapas de uma palestra: planificação, elaboração e apresentaçãoNeste tópico 6, vamos enfocar a Etapa de PLANIFICAÇÃO da Palestra.

Primeiramente, damos uma visão geral do processo de planificação da palestra; a seguir, detalhamos um pouco mais esse plano.


6.1 - VISÃO GERAL DO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

São quatro os elementos essenciais da planificação:

  1. Determinação do tema
  2. Definição do tempo
  3. Conhecimento do público-alvo
  4. Fixação dos objetivos

Para planificar, precisa-se de informação. No caso da planificação de uma palestra, como se viu na INTRODUÇÃO desta unidade, é preciso conhecer o centro espírita, seus frequentadores, os objetivos da casa, o tema a ser desenvolvido, as orientações doutrinárias do Espiritismo, etc.

Com esses elementos:

  • Fixamos os objetivos:
    • instruir, consolar, esclarecer, informar ou discutir um tema, com base na Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus.
  • Selecionamos o conteúdo e os os recursos:
    • tópicos a serem desenvolvidos, fichas de apoio, eslaides, etc.​​
  • Estabelecemos as fases de execução da palestra:
    • abertura, desenvolvimento, conclusão, perguntas e respostas finais.​​​
  • E distribuímos o tempo de conformidade com os objetivos e as fases previstas para a execução.

6.2 - DETALHAMENTO DO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Viram? Com os elementos acima (item 6.1), expositores com alguma experiência planejam suas palestras. 

Mas na Etapa da Planificação ocorrem pequenas fases, algumas delas bastante óbvias, as quais vamos destacar, por razões didáticas, detalhando mais o processo.

Na prática, saltam-se muitos desses passos, e alguns deles ocorrem simultaneamente a outros, mas nosso interesse aqui é a clareza e a compreensão.

Assim, vamos lá.

Observe o Diagrama 1 abaixo:


Diagrama 1 -  Processo de Planificação de palestra


Ele reproduz simplificadamente o processo de planificação de uma palestra.

Examinemos suas partes:


  1. Vemos, no plano mais elevado do diagrama, um conjunto de 3 elementos (diretrizes, informações e indicativos) desembocando na Planificação.
  2. Esses 3 elementos são os dados iniciais do processo de montagem de uma palestra. Com eles, concluimos a 1a. fase da Planificação, e podemos passar à fase seguinte.
  3. No plano inferior do diagrama, vemos a 2a. fase da Planificação, qual seja: a seleção de conteúdos e a escolha dos meios didáticos.
  4. Feita a seleção de conteúdos e a escolha dos meios, montamos o Esquema de pesquisa e composição (3a. fase), que será levado à etapa seguinte — a de Elaboração da Palestra. 

Esse Esquema de pesquisa e composição é o plano de construção da palestra.


Notaram que na explicação da 2a. fase "dividimos" didaticamente os passos?

Em verdade, na prática, as coisas ocorrem simultaneamente: no mesmo tempo em que vamos selecionando meios e conteúdos, vamos pesquisando livros e textos,  anotando ideias, pondo lembretes à margem das anotações, colhendo citações e histórias ilustrativas e rasbicando o esquema de pesquisa e composição da palestra...

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6.2 - OS ELEMENTOS DA ETAPA DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Cara(o),

Vamos prosseguir?

Pois bem, agora vamos comentar sobre os elementos que compõem a etapa de planificação da palestra.

Recordando: uma palestra tem três ETAPAS, as etapas dividem-se em FASES e nas fases estão ELEMENTOS essenciais à feitura e apresentação da palestra.

Ficou claro? ... Mais ou menos?

Então, veja este Diagrama 2:


Diagrama 2 -  Divisões da Etapa de Planificação


Agora deu para entender melhor, pois sim? Então, vamos em frente.

Observe o Quadro 1 abaixo. Nele estão os três conjuntos de elementos da etapa de planificação, quais sejam: diretrizes doutrinárias, informações e indicativos.

Viu? São os elementos supracitados, que "desembocam" na planificação. Confira no Diagrama 1 acima.

Agora, examine atentamente os itens de cada elemento, depois leia as explicações postas logo abaixo do Quadro 1. 


Quadro 1 - Elementos da Etapa de Planificação



No Quadro 1 acima, no item 1 (Diretrizes Doutrinárias) e nos itens 2, 3 e 4 (Cenário, Público e Agenda), estão a orientação doutrinária e demais informações coletadas, que constituem os INDICATIVOS para a PLANIFICAÇÃO da palestra.

Os INDICATIVOS norteiam a PLANIFICAÇÃO, e sem eles a chance de algo dar errado é muito grande.

Vejamos em síntese os elementos que formam os INDICATIVOS:

a) DIRETRIZES DOUTRINÁRIAS

Neste item definem-se:

  • (1) A natureza da palestra (doutrinária, evangélica, comemorativa, etc.) e o
  • (2) assunto (com seus desdobramentos: tema, delimitação, titulação).

b) INDICATIVOS

No item 2 estão os elementos que informam sobre o cenário físico e ambiental da palestra. Tais itens orientarão:

  • a localização do imóvel (longe, perto, ônibus, metrô, etc.);
  • o ambiente socioeconômico em que ele se situa (centro, bairro, periferia, etc.);
  • as dependências (sala, auditório, coberto ou não, grande, pequeno, etc.) e
  • os recursos disponíveis (palco elevado, alto-falante, retroprojetor, quadro de giz/pincel, flip-shart, datashow, tomadas, etc.)​

​​No item 3 estão as informações sobre o auditório: faixa etária predominante, nível sociocultural, grau de conhecimento da doutrina e/ou do assunto a ser explanado.

No item 4 estão importantes definições para o palestrante:

  • data do evento, tempo disponível, tipo de exposição (dialogada, perguntas e respostas, etc.); 
  • direção da mesa (abertura, encerramento, avisos, preces, etc.), e como é a
  • programação da casa em que a palestra vai ocorrer (mais de um orador, temas das palestras anteriores ou posteriores à que vamos executar, comentários evangélicos na abertura, passe durante a explanação, etc.)

c) ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO DA PALESTRA

Definidos os pontos acima, podemos traçar o ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO, que é o documento com base no qual vamos ELABORAR A PALESTRA.

De fato, nesse passo vamos, em síntese, definir:

  • objetivos
  • conteúdo da palestra (principais tópicos a abordar)
  • roteiro de sequenciamento da exposição
  • pontos a enfatizar e a forma de ressaltá-los
  • livros, textos, sites a serem pesquisados
  • procedimentos didáticos (exemplos, analogias, histórias, perguntas retóricas, etc.)
  • recursos (fichas, roteiro, cartazes, eslaides, pincéis, etc.) e
  • materiais que eventualmente serão distribuídos pelo orador ao auditório (resumo da palestra, mensagem ou passagem evangélica, texto para reflexão, etc.)

No item 5 está a lista dos elementos referentes ao conteúdo.

No item 6, a lista relativa aos meios.

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6.3 - FIDELIDADE E QUALIDADE DA PALESTRA 

Instrutor Guima

Ah, agora já temos a primeira versão do nosso esquema para elaboração da palestra. Mas precisamos aperfeiçoá-lo, dar-lhe qualidade didática e expositiva — e fidelidade doutrinária. Isso mesmo: a primeira regra da boa palestra espírita é ser fiel à obra de Kardec, a qual, por sua vez, é a revivescência dos puros ensinamentos do Cristo.

Pois bem. Veja a Fig. 1 a seguir — ela contém a lista dos principais itens de Controle de Qualidade da palestra.

Esses pontos geralmente são examinados depois de a palestra ter sido elaborada, mas é importante, desde o plano, ir arredondando a palestra, corrigindo suas imperfeições.


Fig. 1 - Controle de qualidade e fidelidade da palestra


Instrutor Guima

Vencida essa etapa, com o esquema pronto e revisado, teremos dado uma boa encaminhada na elaboração da palestra. 

Mas falta ainda confecioná-la.

Mas isso é assunto para o tópico seguinte. Agora vamos descansar.

Levante-se, respire, caminhe um pouco, tome água — o que é sempre saudável — que daqui a pouco nos vemos novamente.

Até já!

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7 - ELABORAÇÃO DA PALESTRA


7.1 - EXAMINANDO UM PLANO DE PALESTRA

Instrutor Guima

Olá, estamos aqui para recomeçar.

Tudo bem? Pronto?

Vamos, pois, em frente.

Antes de prosseguirmos, examine o Plano de Palestra abaixo. Com alguns ajustes aqui e ali,  ele corresponde ao nosso Esquema de pesquisa e composição, do qual falamos acima.


Plano de palestra - Fonte: Editora Auta de Souza

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Instrutor Guima

Viu como o plano facilita enormente a tarefa de Elaborar a palestra?

É isto: pronto o plano é só executá-lo, que "metade da palestra" já está pronta.

Antes de seguir em frente, note que tudo o que vimos até aqui pode ser resumido neste Diagrama 3:


Diagrama 3 -  Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra


7.2 - O ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO

Instrutor Guima

Pois bem, agora vamos detalhar o nosso Esquema de pesquisa e composição e examinar seus elementos principais.

Em tom de brincadeira, dissemos acima que, tendo elaborado o Esquema "metade da tarefa" estaria pronta. É..., mas não é bem isso não.

Na verdade o nosso Esquema de pesquisa e composição corresponde a

  • a um mapeamento dos textos a serem posteriormente estudados,
  • a um inventário de citações e ideias a serem avaliadas,
  • a uma listagem de procedimentos didáticos a serem selecionados, e
  • a um rol de recursos a serem analisados.

É dessa dessa aluvião de informações, ideias, referências, etc., que vamos selecionar, ordenar e esquematizar os materiais de composição da palestra a ser proferida.

E vamos fazer isso com com clareza, simplicidade e coerência, concatenando de maneira lógica e congruente as ideias selecionadas, montando um ROTEIRO no formato narrativo (IDC).

Formato narrativo? Pois é, FORMATO NARRATIVO.

O que isso quer dizer?

Não se preocupe, para a finalidade deste estudo a coisa é bem simples:

  • Narrar é contar. É relatar um ou mais fatos que ocorreram, ao longo do tempo, concatenando os fatos: uma coisa acompanhando a outra, com começo, meio e fim.

 Viu? Narrar é contar uma história com começo, meio e fim.

Aliás, essa é a forma obrigatória de toda comunicação oral ou escrita: introdução, desenvolvimento e conclusão. O famoso IDC

O IDC está presente não só nos textos formais nos científicos, inclusive —, mas em qualquer comunicação, até mesmo nas mais banais, vamos encontrar essa estrutura de comunicação lógica: começo, meio e fim, não fosse esse o ciclo natural de todas as coisas.

Assim, qualquer ato de comunicação começa pela introdução e termina pela conclusão. 

Nossa palestra, portanto, será estruturada no modelo IDC:

  • Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

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7.3 - O ESQUEMA EM CRUZ

Instrutor Guima

Antes de avançar no tema deste tópico, vamos examinar a Fig. 3 -  Esquema em Cruz, que vem logo abaixo. 

Percebeu que no Esquema em Cruz estão todos os elementos do IDC? 

De fato, lá se encontram:

  • a conhecida divisão em Introdução, Desenvolvimento e Conclusão (IDC),
  • uma breve instrução de como realizar a abertura e o fecho, de como expressar as ideias, usar as citações e contar um caso.

Viu? É um roteiro resumido de como montar e apresentar uma palestra.

Esse esquema faz parte do texto Preparando o improviso, que você pode utilizar quando for necessário "falar sem estar preparado".

Mas é possivel isso: Falar sem estar preparado?

Em certos casos, sim. Confira o texto Preparando o improviso (aqui).


Fig. 3 - O Esquema em Cruz

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7.4 - EXAMINANDO OS ELEMENTOS DA ETAPA DE ELABORAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Recorde ocom a Fig. 1 abaixo os elementos que compõem o nosso ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO, que a partir de agora vamos falar deles.



Vamos rever o que dissemos acima sobre o que é exatamente o nosso Esquema. 

Examine a Fig. 4 abaixo:


Fig. 4 - A essência do Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra

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Pois bem, veja agora na Fig. 5 que vem a seguir as orientações básicas para desenvolver o esquema, que foi efetuado num formato NARRATIVO (ou IDC), lembra-se?


Fig. 5 - Visão Geral do Desenvolvimento do Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra


Muito bem, estudado metodica e detidamente o material coletado (textos, ideias, citações, etc.), devemos agora selecionar, ordenar esquematizar esses materiais para compor a palestra, montando um ROTEIRO no formato narrativo (IDC).

Na Fig. 6 a seguir estão as orientações básicas para se fazer isso.

Confira:


Fig. 6 - Pontos a observar no desenvolvimento da exposição

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E você deve também decidir sobre a melhor maneira de abrir a palestra (Introdução) e encerrá-la (Conclusão).

Veja na Fig. 7 algumas sugestões sobre como fazer isso:


Fig. 7 - Sugestões de Técnicas para a Introdução e a Conclusão de Palestras


Instrutor Guima

É isso. Conforme prometemos, esses são os passos fundamentais — dados de forma resumida e esquemática — para se planificar e elaborar uma palestra espírita. 

Você também pode ver mapas mentais consolidando tudo isso que explanamos:

  • Mapa mental do Processo de Planificação e Elaboração de Palestras (aqui)
  • Diagrama do Esquema de Pesquisa e Composição de Palestras (aqui)

A seguir, você tem informações e dicas sobre ONDE ENCONTRAR materiais, técnicas e ferramentas eletrônicas para dar mais eficiência e qualidade à preparação de suas palestras.

Grande abraço.

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8 - DICAS ÚTEIS PARA PALESTRANTES


Instrutor Guima

Cara(o),

Todo palestrante espírita — como também qualquer trabalhador ligado a alguma atividade expositiva na instituição espírita — precisa estudar e se organizar para adquirir um cabedal de informações e conhecimentos que o tornem cada vez mais competente na realização de sua tarefa: divulgar a doutrina.

Abaixo vão algumas dicas e sugestões para:

  • Realização metódica do estudo e da documentação pessoal espírita
  • Adoção de um guia que oriente a pesquisa, organize as anotações, catalogue as informações
  • Criação de uma Linkoteca Pessoal com ferramentas eletrônicas úteis à redação, ao estudo e à pesquisa de materiais para palestras
  • Formação de uma biblioteca virtual.

8.1 - Textos e orientações úteis do APRENDIZADO ESPÍRITA

  • Estudar e aprender melhor (aqui)
  • Ler e escrever melhor (aqui)
  • Ferramentas eletrônicas para estudar e divulgar o Espiritismo (aqui)
  • Obras de Referências Espíritas (aqui)
  • Pesquisa bibliográfica espírita (aqui)
  • E-book Aperfeiçoando habilidades de comunicação - Parte 1 (aqui)
  • Apresentação PPT - Palestra Falar em público (aqui)
  • Linkoteca com textos e vídeos sobre comunicação e oratória (aqui)
  • A documentação bibliográfica no estudo pessoal da doutrina espírita​ (aqui)
  • GEDE - Guia de Estudos da Doutrina Espírita (aqui)
  • Técnicas de fichamento, anotações e mapas mentais (aqui)
  • Uso do PowerPoint (PPT) (aqui)
  • Perguntas retóricas (aqui)

8.2 - Planos de palestras e palestras prontas

  • Modelo de palestra da Editora Auta de Souza (aqui)
  • Modelo do Plano de palestras do CEOS (aqui)
  • Palestras prontas (Série Reuniões Públicas da Auta de Souza (aqui)
  • Palestras e estudos - Diversos temas - CEFAK (aqui)
  • Temas de palestras (bibliografia e textos) Casa do Espiritismo (aqui)
  • Carlos Parchen - Palestras Espíritas (aqui)
  • Estudos das Obras de André Luiz - Apresentações PPT (aqui)
  • CEFAK - Nosso Lar, Mensageiros, Ação e Reação - Estudos PPT (aqui)
  • Modelo de mini-palestra - Renê Franzolin (aqui)
  • Palestras deste autor (Resumos, Apresentações PPT, Mapas mentais) (aqui)

8.3 - Textos e orientações para palestrantes

  • O que é uma exposição espírita (Portal do Espírito) (aqui)
  • Material de Apoio à Confecção de Palestras (Cursos, textos e dicas) (aqui)           
  • ​​Técnicas para Confecção de Palestras (Cursos, textos e dicas) (aqui)
  • Seminários e Palestras - Preparação de Materiais - Carlos Parchen (aqui)
  • Oratória - CEISMAEL - (aqui)
  • Expositor Espírita - Considerações Gerais - Maria A. Lombardi - Apresentação PPT (aqui)
  • Expressão verbal - CEISMAEL - (aqui)
  • Como planejar uma palestra (A Era do Espírito) (aqui)
  • A dimensão da fala e a palestra espírita (Waldehir Bezerra de Almeida) (aqui)
  • Curso de Instrutores  - CEFAF - 2 Módulos -  I (aqui)  e II (aqui)
  • 8 passos para criar o roteiro de uma apresentação (aqui)
  • Vídeo - Como criar Superapresentações (Story board) (aqui).

8.4 - Roteiros de palestras

  • Roteiros de palestras públicas - FEP (aqui)
  • Roteiros para palestras - Carlos Eduardo da Silva - FEESP (aqui)
  • Roteiro de Palestras - Portal do Espírito - (aqui)
  • Roteiro de Palestras - Espirito.org - (aqui).

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9 - LINKOTECA


  • Manual do Curso de Coordenadores de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE. União Espírita Mineira. (aqui)
  • Sugestões para o pregador espírita. Lauro F. Carvalho. Reformador [Jun/Jul/Ago 1981] Disponível 1a. parte (aqui) - 2a. parte (aqui) e 3a. parte (aqui)
  • Algumas anotações sobre as exposições doutrinárias. Astolfo O. de Oliveira Filho. Disponível (aqui)
  • Dicionário Auxiliar do Comunicador Espírita - Renê Ivan Franzolin (aqui)
  • A reunião pública. Vanda Simões. Portal do Espírito (aqui)
  • Reunião Pública e o dia de Finados – Aplicando uma palestra na Casa Espírita. Editora Auta de Souza, Brasília. Disponível (aqui)
  • PLANEJAMENTO. In Curso de Instrutores - Unidade 10. CEFAK, Brasília. Disponível (aqui)

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10 - INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS


Espírita

  1. COMO MELHORAR SUA COMUNICAÇÃO - para entender e comunicar bem o Espiritismo – Ivan René Franzolim – Capivari, SP, EME Editora, 1994.
  2. CARIDADE DO VERBO – Métodos e Técnicas de Exposição Doutrinária Espírita – Luiz Signates - Goiânia : Editora Kelps,1996.
  3. A DIMENSÃO DA FALA E A PALESTRA ESPÍRITA – Waldehir Bezerra de Almeida – Matão, SP : O Clarim, 2011.
  4. COMO FALAR EM PÚLICO, sem desencarnar de medo – Geraldo Campetti Sobrinho; Mônica Zarati Pedrosa – Bauru, SP : CEAC, 2011.
  5. A ESSÊNCIA DA COMUNICAÇÃO – Desenvolvendo a excelência em comunicação interpessoal nas instituições espíritas – Alyrio de Cerqueira Filho – Cuiabá : Editora Espiritizar, 2012.
  6. A EFICIÊNCIA NA COMUNICAÇÃO ESPÍRITA. Wílson Czerski. São Paulo, DPL, 2001.
  7. ORATÓRIA ESPÍRITA – José Carlos Leal – Rio de Janeiro : Edições CEDL, 2003.
  8. ORATÓRIA A SERVIÇO DO ESPIRITISMO - Curso de Preparação de Expositores. Therezinha Oliveira. Capivari, SP, 1995.
  9. EXPOSITORES ESPÍRITAS. Rubens Braga. Capivari, SP, EME, 2000.
  10. CAMINHOS DA DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – Alberto de Souza Rocha – Niterói, RJ : Lachâtre, 1999.
  11. COMUNICAÇÃO ESPÍRITA - Uma abordagem sobre exposição e oratória. Therezinha Radetic. Capivari, SP, EME, 2009.
  12. PALAVRA E DIVULGAÇÃO - Técnicas para o Expositor Espírita. Leda Marques Biguetti. São Paulo, Batuíra, 2012.
  13. O EXPOSITOR ESPÍRITA [Apostila]. CTE/FEERGS. Porto Alegre, RS, Gráfica Metrópole, s/d
  14. CURSO PARA INSTRUTORES - Como aplicar uma boa aula na Casa Espírita. Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza. Brasília, Editora Auta de Souza, 2006.
  15. TÉCNICAS DE ENSINO. DIJ/União Espírita Mineira, Belo Horizonte, 1994.
  16. MANUAL DO EXPOSITOR ESPÍRITA. São Paulo, USE, 1994.
  17. SUGESTÕES AO PREGADOR ESPÍRITA. Lauro F. Carvalho. Reformador [Jun/Jul/Ago 1981]. Brasília, FEB, 1981. Disponível 1a. parte (aqui) - 2a. parte (aqui) e 3a. parte (aqui)
  18. SUGESTÕES DE TÉCNICAS DE ESTUDOS - Rubens P. Meira; Milton Felipeli [Apostila]. USE/CRE SP, s/d

Não espírita

  • ASSIM É QUE SE FALA. Reinaldo Polito. São Paulo, Saraiva, 1999.
  • COMUNICAÇÃO ESSENCIAL. Reinaldo Passadori. São Paulo, Editora Gente, 2003.

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11. VEJA TAMBÉM


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Publicado por ALGuimaraes em 28/12/2015 às 05h58

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