Aprendizado Espírita
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05/01/2016 07h26
H6 -MÓDULO - Conceitos didáticos e pedagógicos

SUMÁRIO


INTRODUÇÃO


Abaixo vão  definições de alguns termos e expressões utilizados nos materiais didáticos do Espiritismo.


DISTINÇÃO ENTRE ASSUNTO E TEMA


  • ASSUNTO: Assunto é uma descrição daquilo sobre o que se conversa, fala ou escreve. É um enunciado amplo, geral, que pode ser desdobrado em temas. Um assunto pode ser recortado em vários temas. Assunto é a generalização; tema, a especificação. 

Caridade, Doutrina Espírita, Lei de Causa e Efeito são assuntos, que comportam vários temas.

  • TEMA: Tema é um recorte do assunto. É um assunto específico, mais focalizado, que resulta num problema ou ponto de vista, dando margem à análise e discussão.

    Do assunto Caridade podem ser extraídos vários temas: Caridade e amor ao próximo, Caridade material e caridade moral, Fora da caridade não há salvação, Caridade e perdão das ofensas. 

    Com base no assunto Doutrina Espírita, entre outros temas, podemos explanar sobre Aliança da ciência e da religião, O Consolador Prometido, Precursores do Espiritismo, Princípios básicos da Doutrina Espírita.

    E o assunto Causa e Efeito pode ser explorado mediante vários temas: Causas anteriores das aflições, Expiações coletivas, Prova e expiação, Sofrimentos voluntários.

  • DELIMITAÇÃO DO TEMA: Delimitar é definir os aspectos sob o qual o tema será focalizado.

    Estabelecido o tema, há necessidade de ajustá-lo ou restringi-lo, tornando-o ainda mais específico e preciso. Isso permite que se saiba exatamente sobre o que se vai falar. Essa delimitação é necessária, senão corre-se o risco de a explanação se constituir de uma série de frases genéricas, reveladoras de uma abordagem muito superficial ou de desconhecimento do assunto.

    Delimitado, assim, o tema, devemos estruturar nossa fala com base nos seus pontos fundamentais, tendo em vista os objetivos da palestra, a mensagem que se quer passar, o tempo disponível e o perfil do público destinatário da explanação. 

  • TITULAÇÃO: Titular – ou intitular – significa dar título a.

Titulação é a ação ou resultado de intitular. Aqui no nosso caso, é a palavra ou designação com que se identifica uma palestra.

Títulos devem ser atraentes, sem ser chamativos. Não devem ser curtos nem longos demais. Devem ser objetivos e claros, e não prolixos e obscuros. Não devem ser afetados, e sim simples e despretensiosos.

Quanto a esse tópico, diz René Franzolin (1, p. 50):

Dê um título sugestivo, evite títulos genéricos ou muito popularizados. Em vez de intitular: “o perdão”, você pode denominar de “a influência do perdão na felicidade”.

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OBJETIVOS COMPORTAMENTAIS


  • OBJETIVO: ​Objetivo é aquilo que se quer alcançar. Um objetivo é a descrição de um desempenho que você deseja que seus alunos sejam capazes de exibir, antes de os considerar competentes. Um objetivo descreve um resultado que se pretende alcançar com o ensino, de preferência processo de ensino propriamente dito. (MAGER, 1976).

OBJETIVOS EDUCACIONAIS se referem às modificações que se desejam observar no comportamento do estudante como resultado de experiências. Para observar essas modificações são necessários CRITÉRIOS. Critério é a evidência, a prova ou comprovante que se vai aceitar como garantia de que o objetivo proposto foi em parte ou totalmente realizado. Isso se faz por meio de testes, exames, padrões estabelecidos, etc. O uso desses instrumentos constitui uma AVALIAÇÃO, que é o julgamento sobre resultados, isto é, a comparação entre o que foi realizado com o que se pretendia alcançar. (ESTEVES, 1972).

Fonte: O. P. Esteves, Objetivos educacionais, 1972.

Objetivos imediatos do ensino: Geralmente, são os seguintes: (a)​ memorização de informações; aquisição de compreensão e de conhecimento; (b) aquisição e domínio de habilidades ou técnicas; (c) formação de apreciações ou de juízos de valor. (CARVALHO, 1979)

Objetivos comportamentais: São objetivos formulados em termos de comportamento, isto é, uma atividade que possa ser visualizada. Objetivos comportamentais explicitam como a pessoa deve agir, pensar ou sentir.

Classificação dos objetivos comportamentais: Na tentativa de formular um esquema de classificação, uma taxonomia dos objetivos educacionais, foram inicialmente estabelecidos dois tipos de objetivos. Os GERAIS: estão presentes ao longo de todo o período de instrução. E os ESPECÍFICOS, usualmente limitados a conceitos e princípios próprios da disciplina.

Depois, com Bloom e seus colaboradores, chegou-se a uma taxonomia de objetivos escalonados num continuum, do concreto para o obstrato e do simples para o complexo: DOMÍNIO COGNITIVO: objetivos relativos à memória ou reconhecimento de conhecimento e ao desenvolvimento de habilidades intelectuais. DOMÍNIO AFETIVO: objetivos relativos a mudança de interesse, atitudes e valores e ao desenvolvimento de apreciações e ajustamentos adequados. DOMÍNIO PSICOMOTOR: objetivos relativos a habilidades musculares ou motoras, tais como a manipulação de um aparelho. (SUND & PICARD, 1978).

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MÉTODOS E TÉCNICAS DIDÁTICOS


  • DIDÁTICA: Arte e a Técnica de orientar a aprendizagem.
  • APRENDER: Modificar o comportamento por meio do treino ou da experiência.
  • ATIVIDADES DE ENSINO: Situações criadas pelo professor para que o aluno viva certas experiências necessárias para acarretar mudanças intelectuais, afetivas e motoras. (BORDENAVE; PEREIRA, 2002).
  • MÉTODO: (1) Na sua acepção mais genérica e mesmo etimológica, método é o caminho a seguir, implicando um conjunto de processos ou etapas sucessivos. Caminho para algo, uma ação encaminhada a um fim, um meio para conseguir um objetivo determinado. É, portanto, a marcha do raciocínio na investigação do verdadeiro, ou de atividade qualquer na direção de determinado objetivo. (2) A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade. 
  • MÉTODO DIDÁTICO: É o conjunto de procedimentos escolares, logica e psicologicamente estruturados de que se vale o professor para orientar a aprendizagem do educando, a fim de que este elabore conhecimentos, adquira técnicas ou assuma atitudes ou ideias. (NÉRICI, 1981)
  • TÉCNICAS: É, geralmente, um conjunto de processos de uma arte ou ciência, uma maneira habilidosa de agir.
  • TÉCNICAS DIDÁTICAS: É, também, o procedimento escolar logica e psicologicamente estruturado, destinado a dirigir aprendizagem do educando, porém em um setor limitado da fase de estudo de um tema, como na apresentação, elaboração, síntese ou crítica do referido tema. Em outras palavras: técnica didática é o recurso particular de que se vale o professor para a efetivação dos propósitos do método. Um método utiliza uma série de técnicas. (NÉRICI, 1981).
  • TÉCNICAS DE ENSINO: São maneiras particulares de organizar as condições externas favoráveis à aprendizagem. Como visto acima, método implica o caminho a seguir. Seguir um caminho pode implicar a realização de diversas etapas sucessivas. Essas etapas são as técnicas de ensino. Desse modo, técnica é a operacionalização do método.
  • RECURSOS DIDÁTICOS ou DE ENSINO: São componentes do ambiente de aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno. (GAGNÉ, R. In MANUAL/ESDE).

​Adotam-se, muitas vezes, as expressões INSTRUMENTOS DIDÁTICOS ou FERRAMENTAS  DIDÁTICAS como sinônimas de RECURSOS DIDÁTICOS.

  • RECURSOS AUDIOVISUAIS: São assim denominados os recursos de ensino que estimulam diretamente a visão e/ou audição. (PILETTI, R. In MANUAL/ESDE).

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TERMOS ESCOLARES


  • ESTUDO: Aplicação do espírito para aprender. Trabalhos que precedem a execução de um projeto.
  • ESTUDAR: Aplicar a inteligência a, para aprender. Dedicar-se à apreciação, analisar. Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber ou adquirir instrução ou conhecimento.
  • SISTEMA: Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que funcionam como estrutura organizada.
  • SISTEMATIZADO: O que foi metodicamente agrupado, formando um corpo de doutrina.
  • ESTUDO SISTEMATIZADO: Estudo metódico, gradativo, partindo dos conceitos e princípios mais simples para os mais complexos.
  • ESTUDO SÉRIO: O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá.  Allan Kardec, Introdução (VIII) de O Livro dos Espíritos.
  • DISCIPLINA: Área do conhecimento humano, especialmente aquela que constitui matéria de ensino escolar. 
  • MATÉRIA: Conteúdo de uma disciplina de estudo.
  • CONTEÚDO: Como aspecto de um currículo [= conjunto das matérias de um curso], significa conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que são selecionados, organizados e apresentados por meio de experiências de aprendizagem ao aluno, para ajudá-lo a um desempenhar de acordo aos objetivos. (BORDENAVE; PEREIRA, 2002).

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AGENTES DE ENSINO E EXPOSIÇÃO


  • COORDENADOR: (1) Quem coordena. É o responsável pelo bom andamento de todo o trabalho. É aquele que influencia o pensamento e as atitudes dos coordenados, levando-os a se portarem de forma a que a meta pré-estabelecida seja mais facilmente atingida. (MANUAL/ESDE). (2) Pessoa que orienta ou dirige (equipe, departamento, projeto, evento, curso)
  • MONITOR: Aquele que, numa sala de aula, auxilia o professor. Aquele que orienta, incentiva, envolve a turma buscando levá-la ao atingimento da meta pré-estabelecida. Aquele que, dentro da sala de aula, transmite o tema, apresentando-o através de uma organização lógica, buscando a participação de todos, pois o processo de aprendizagem, no E.S.D.E., não é estático, mas dinâmico. (MANUAL/ESDE).
  • TUTOR: (1) Pessoa designada para orientar pessoas em treinamento na execução de técnicas ou procedimentos. (2) Aluno designado para auxiliar outros alunos.
  • FACILITADOR: Pessoa responsável por liderar, motivar e facilitar os participantes de grupos de estudo, especialmente na aplicação de dinâmicas.
  • EXPOSITOR: Pessoa que expõe ou interpreta (esclarece) um texto, uma teoria, uma doutrina.
  • ORADOR: Que tem o dom da palavra; o que faz uma oração ou discurso.
  • PROFESSOR: Individuo que ensina uma arte, uma ciência, uma língua, etc.
  • PREGADOR: Aquele faz pregação.
  • TRIBUNO: Orador

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TERMOS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO


  • PLANEJAR: (1) Fazer o plano de; projetar. (2) Elaborar plano, programa, roteiro. (3) Programar, planejar, planear 
  • PLANEAR: Planejar, planificar, programar.
  • PLANIFICAR: Planejar, planear, programar.
  • PROGRAMAR: Planejar, planificar, planear.
  • PLANEJAMENTO: (1) Ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento. (2) Determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los.
  • PLANIFICAÇÃO: Ação ou resultado de planificar. O mesmo que planejamento ou programação.
  • PROGRAMAÇÃO: Planejamento ou planificação das atividades de uma pessoa, instituição, empresa etc. para determinado período.
  • CICLO DE PALESTRAS: Série de palestras planejadas para ocorrer num determinado período de tempo (semanal, mensal, anual)

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TERMOS DE ARGUMENTAÇÃO


  • OPINIÃO é um modo de ver, de pensar. É afirmar qualquer coisa estribado em razões pessoais. É um modo de ver que não se apoia muitas vezes em fundamento certo. É subjetiva e nem sempre merecedora de crédito.
  • ENUNCIADO: Exposição sumária de uma verdade expressa, sem desenvolvimento nem explicação, com a finalidade de demonstrá-la: Enunciado de um teorema.
  • ASSERÇÃO:.(Lógica) - Proposição declarativa, em forma afirmativa ou negativa, que se tem como completa, independentemente se ser verdadeira ou falsa.
  • FATO: É um acontecimento, um ato, a coisa feita. O fato é verdadeiro, uma realidade inquestionável.
  • FENÔMENO: Fato, aspecto ou ocorrência, que pode ser observado, ou, ainda, descrito e explicado cientificamente.
  • CONHECIMENTO é a apropriação de um objeto pelo pensamento, fundamentado em evidências da percepção, com métodos e técnicas considerados irrefutáveis.
  • LÓGICA é a forma de raciocínio que conduz ao conhecimento da verdade. Facilita, organiza e dá coerência às ideias.
  • MÉTODO: Indica o que fazer. Conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura da verdade.
  • TÉCNICA: Indica como fazer. Conjunto de procedimentos peculiares a cada etapa do método, que apresenta uma forma mais hábil, segura e perfeita de se realizar algo.
  • ANÁLISE: É um processo metódico de tratamento do objeto em estudo, que decompõe ou desdobra o todo em partes, ou em seus elementos constituintes, passando a estudar esses elementos, visando a conhecer a totalidade.
  • RACIOCÍNIO: É a ação ou resultado de raciocinar, de organizar e relacionar informações logicamente por meio da inteligência.
  • ARGUMENTO: É o raciocínio que se pretende baseado em fatos e em relações lógicas a partir deles, usado para se chegar a uma conclusão ou para justificá-la, para convencer alguém de algo etc.
  • ARGUMENTAR: É provar um enunciado, demonstrar uma afirmação, raciocinando dentro de padrões lógicos, apoiando-se na evidência dos fatos.

Ref.: Como melhorar sua comunicação. Renê I. Franzolin - Dicionário Aulete Eletrônico.

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REFERÊNCIAS


  • BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. Petrópolis, RJ, Vozes, 2002.
  • CARVALHO, Irene Mello. O Processo Didático. Rio de Janeiro, FGV, 1979.
  • ESTEVES, O. P. Objetivos Educacionais. Rio de Janeiro, Arte & Indústria, 1972.
  • MAGER, Robert F. A formulação de objetivos de ensino. Porto Alegre, RS, Globo, 1976.
  • NÉRICI, Imídeo G. Metodologia do ensino - Uma introdução. São Paulo, Atlas, 1981.
  • SUND, Robert B. PICARD, Anthony J. Objetivos comportamentais e medidas de avaliação. São Paulo, EPU, 1978.
  • CURSO PARA INSTRUTORES - Como aplicar uma boa aula na Casa Espírita. Brasília, Auta de Souza, 2006.
  • TÉCNICAS DE ENSINO. DIJ/UEM - União Espírita Mineira. Belo Horizonte, 1994.
  • MANUAL/ESDE. Manual do Curso de Coordenadores de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE. Brasília, FEB

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Publicado por ALGuimaraes em 05/01/2016 às 07h26

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