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29/07/2015 22h48
L2 - MÓDULO - Pontos de Administração (2)

SUMÁRIO


INTRODUÇÃO

Abaixo vão artigos de Administração que nos orientam a trabalhar de forma planejada e organizada, mostra os cuidados que devemos ter com os "modismos" em Administração e com o "vocabulário corporativo" e como realizar uma "missão impossível". 

Ah, e uma importante advertência sobre as "novidades" no campo doutrinário.

Vamos lá.

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CAPÍTULO 1 - TRABALHANDO DE FORMA PLANEJADA, ORGANIZADA E PARTICIPATIVA


Administração por crises (Estilo bombeiros)  
As crises, como os incêndios, poderão ser evitadas através do planejamento sistemático  das ações, da análise de suas causas e do estabelecimento de medidas preventivas  para evitar que se repitam no futuro. Mas quem está sempre resolvendo crises não “encontra” tempo para planejar,  nem para pensar em prevenção. Tanto no trabalho como nas outras áreas da nossa vida, as crises resultam da  falta de providências em tempo hábil. Toda a vez que estiver diante de uma crise, pergunte-se e pare para pensar o que poderá fazer  para  que esta não se repita. Prevenir é mais fácil, mais rápido e mais barato que remediar.  
(ROSA A. KRAUSZ. Administração Eficaz do Tempo.) 


Quando, com a participação das pessoas com quem trabalhamos,  

  • planejamos e organizamos as atividades,  
  • estabelecemos objetivos,  
  • priorizamos as ações,  
  • melhoramos a comunicação, 
  • partilhamos informações, 
  • motivamos e treinamos adequadamente os funcionários, e 
  • tornamos claros nossa missão, metas e aquilo que esperamos dos outros,   

estamos em sintonia com que a moderna Administração nos ensina de melhor e mais atual.  

Mas, para além de tudo isso, agindo desse modo estaremos, na verdade, criando fontes de solução de problemas, ao nos anteciparmos a diversas situações críticas. De fato, a adoção desse estilo de gerência planejada, organizada e participativa nos possibilita  

  • antecipar os acontecimentos,  
  • premunir necessidades, 
  • prever conflitos e 
  • solucionar situações inesperadas,  

evitando, assim, que fiquemos reativos o tempo todo a  

  • “administrar crises”,  
  • “apagar incêndios” , 
  • repetir orientações e comandos, 
  • refazer trabalhos, 
  • adiar projetos e a 
  • reelaborar orçamentos e planos. 

É claro que, ao atuarmos assim, não eliminamos todos os problemas e nem deixamos de lado as tarefas de controlar, avaliar e corrigir rumos, que essas são permanentes.  

Contudo, quando não se desvia tempo nem energia para cuidar de todos aqueles “transtornos”, “descontroles”, “desarranjos” e “disfunções”, a administração flui melhor e abrem-se enormes espaços de agenda para as saudáveis, estimulantes e nutritivas atividades de   

  • pensar,  
  • criar,  
  • planejar,  
  • atualizar-se e  
  • estudar.  

Como também pode-se dedicar a uma maior interação com as pessoas, vitalizando os aspectos doutrinários, sociais, humanísticos da instituição, além de atender, ainda, aos propósitos de vida pessoal e familiar. 

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CAPÍTULO 2 - MODISMOS E PANACEIAS EM ADMINISTRAÇÃO


“... a solução das empresas está dentro das próprias empresas. Essa busca ávida e desenfreada por soluções e modelos mirabolantes vindos de fora, por gurus que aparecem por aí com ideias novas, mas nem sempre adaptadas à realidade da empresa, nada disso é solução. A melhor solução para a empresa está em escutar o seu potencial interno e mobilizar esse potencial em favor de uma boa saúde organizacional. Portanto, no processo de comunicação, saber escutar talvez seja mais importante do que saber falar.”  
  (EMERSON ALMEIDA, da Fundação Dom Cabral)


Falaremos hoje sobre os “modismos” e as “panaceias” da Administração, e os cuidados que devemos ter com essa matéria. Vamos lá.      

Neste mundo em que vivemos, tão complexo e de mudanças sucessivas e inesperadas, não é possível administrar sem se atualizar constantemente em face das novas concepções, teorias e autores de Administração. Auto-suficiência e arrogância, tão comuns aos maus consultores, são pecados mortais em quem administra. Não se pode voltar as costas ao mundo: leituras selecionadas, bons seminários, treinamentos de desenvolvimento gerencial e consultorias especializadas são necessários, porque atualizam, estimulam o pensamento, proporcionam insights, trazem à tona questões e ideias para as quais não se atentou. Mas esse é um campo no qual se deve pisar em ovos em razão dos seguidos modismos e panaceias que o infestam.  

Como agir, então, em campo tão espinhoso? Como separar o joio do trigo? O essencial do acessório? Como escolher boas consultorias? Como aproveitar a experiência e o conhecimento de outras pessoas, de outras organizações e de outras culturas? 

Nós, os de Minas Gerais, sabemos a receita desde o tempo da vovó: crie uma receita caseira.         

Das “receitas de bolo”, faça o seu “próprio bolo”  

Talvez uma boa solução seja conhecer e estudar bem as teorias e experiências, verificar se as idéias, as tecnologias, as ferramentas foram testadas, e se, de fato, funcionaram adequadamente e produziram resultados em outras organizações ou unidades. Todo esse cuidado é necessário para não adotarmos modismos gerenciais ridículos e ineficientes, com “soluções” do tipo “auto-ajuda”, “mantras” e quejandos. É preciso também fugir de pacotes prontos e modelados, ensinados por saberetas emplumados, que vêm, examinam, cobram caro, vão embora e nos deixam com os mesmos problemas e ainda com a tarefa de transformar centopeias em galinhas...  

As “teorias administrativas da moda” parecem sofisticadas, são proferidas em vocabulário “novo”, artificial e pouco acessível, mas costumam ser ocas, ineficazes. Mas, como parecem funcionar como “curas milagrosas” para os problemas organizacionais, possuem um público dependente e fiel.  

É preciso, porém, perceber que não se pode mudar por mudar ou porque todo mundo está mudando; ou, ainda, fazer porque está na moda ou porque, eventualmente, tenha dado certo em algum lugar... Essa inconstância, essa incerteza, é contraproducente, desperdiça recursos e afeta o moral do público interno, que se sente desvalorizado e incompetente, porque todas “as soluções são boas quando vindas de fora”, mesmo quando inconsistentes e fúteis. O resultado disso é um enorme desinteresse e desânimo por parte das pessoas da organização, que passam a desconfiar da própria competência e criatividade.  

Conhecidas as boas teorias, as boas ideias, as boas práticas, é necessário adaptar e/ou aproveitar o que for realmente útil e necessário à realidade da organização. E, na maioria das vezes, as boas soluções, as boas recomendações, as boas ideias e as melhores práticas vêm das pessoas internas à organização. Se for necessária uma consultoria — e muitas vezes o é — contrate pessoas experientes e bem treinadas, sensatas e equilibradas, e ponha o seu pessoal para aprender e fazer junto, que, logo, logo, eles estarão pensando e fazendo sozinhos, com competência e qualidade, além de passarem a formular suas próprias teorias. 

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CAPÍTULO 3 - MISSÃO IMPOSSÍVEL


Num artigo aqui já publicado sobre os modismos e panaceias em Administração, dissemos  que “é preciso também fugir de pacotes prontos e modelados, ensinados por saberetas emplumados, que vêm, examinam, cobram caro, vão embora e nos deixam com os mesmos problemas e ainda com a tarefa de transformar centopeias em galinhas...”  

E eis que um amável leitor desta coluna – e é sempre bom descobrir que eles existem – me pergunta que “missão impossível” é esta de “transformar centopeias em galinhas...?” Para explicar toda esta questão e responder ao leitor devo contar uma fábula. Vamos, pois, a ela.  

É conhecida a historinha irônica que se segue, mas ela serve admiravelmente para ilustrar certos modismos de consultorias e seus pacotes prontos, acerca dos quais vimos advertindo o leitor.  

Conta-se que a centopeia sofria muito de dores nos pés, o que lhe causava um tremendo desconforto (multiplicado por cem). A centopeia, ouvindo muitos conselhos, passara por inúmeras experiências frustradas. Em realidade não nutria a menor esperança de ver seus problemas amenizados. Após muito pensar, resolveu procurar uma consultoria de alto nível, administrada pelo animal mais sábio da floresta, a coruja, um conhecido consultor e planejador chamado dr. Sabichão, a quem narrou suas desventuras.   

O dr. Sabichão, após várias perguntas e testes, avaliando bem as diversas possibilidades que visualizava para o caso, deu o diagnóstico: “Seu problema”, disse ele, “é decorrente do intenso uso de seus pés. Desta forma, se você tem dores nos pés, o melhor seria que ao invés de ter cem pés, você tivesse apenas dois”.   

A centopeia ficou um pouco surpresa com a solução encontrada. Pensou sobre o sugerido e encontrou alguma viabilidade. No entanto, ficou uma dúvida que externou ao dr. Sabichão. “A ideia é boa – disse ela – mas qual é a primeira providência que devo adotar?”  

O Dr. Sabichão respondeu: “Ora, você deve se transformar numa galinha, por exemplo, que só tem dois pés. E pronto, o problema está solucionado!”  

A centopeia refletiu mais um pouco, mas a dúvida e a insegurança aumentaram, a tal ponto que, completamente insatisfeita, voltou à carga. “Está bem, mas como faço para me transformar em uma galinha?” – perguntou ao dr. Sabichão. Este, já um tanto agastado, ergueu as sobrancelhas (sobrancelhas de coruja, é claro!) e respondeu de forma a encerrar o assunto: “Ora, eu lhe indiquei o caminho, a implementação cabe a você!”  

[Extraída, com adaptações, de Um caminho crítico do Planejamento Estratégico ao Gerenciamento pela Qualidade. Mario Galante Pacheco e Nilza Dias Pacheco – FDRH, Porto Alegre, 1993.]

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CAPÍTULO 4 - VOCABULÁRIO CORPORATIVO


William Davis, no seu livro Mitos da Administração [Mitos da Administração – O que você pensa que sabe pode estar errado - Trad. June Camargo – Negócio Editora, SP, 1999], assim se refere ao "falar corporativo":   

Participei de muitas reuniões nas quais os gerentes se expressavam por meio de um jargão  moderno sem conseguir explicar o que queriam dizer. A resposta comum de seus colegas era deixar passar (ninguém queria demonstrar ignorância) ou balançar a cabeça em sinal de aprovação; com essa atitude esperavam que se interpretasse como eles, igualmente, estavam atualizados.

Vocês também já viram isso, não é? De fato, isso ocorre em inúmeras organizações, na administração instituições sociais ou públicas, inclusive. Desse modo, o “vocabulário corporativo” é o tema do nosso artigo neste mês.  

Toda ciência evolui mediante novas abordagens, novas ideias. Nesse processo, criam-se palavras e expressões para designar fatos e conceitos novos. Algo similar ocorre, também, no desenvolvimento das teorias administrativas.   

Mas no mundo dos negócios nem sempre se faz ciência, pois costuma haver muitas “ondas comportamentais”, muitas “ideias requentadas” e “muita embromação teórica e acadêmica”, como vimos dizendo nestes Pontos de Administração. E isso se reflete claramente no vocabulário corporativo, sempre pejado de termos da “moda”, de “clichês”, de “expressões sem conteúdo”, logo depois substituídos por outros mais “modernosos” e igualmente vagos e passageiros. Em cada nova “onda gerencial” surge um guru a ensinar “incautos surfistas” a recitar “mantras salvadores”...  

Vamos ilustrar o que vimos dizendo. A edição de 01.07.2005 da Revista Exame divulga artigo de Tiago Lethbridge, intitulado Porque falamos como idiotas, a respeito da linguagem “de jargões gastos, palavras vazias e frases sem o menor sentido”, utilizada por muitos gerentes e funcionários do mundo dos negócios. Eis um exemplo:  

— Precisamos adotar as melhores práticas.  

— Mas com o foco no cliente?

— É claro! Sem isso, perderíamos nossa vantagem competitiva, afetando o bottomline no  longo prazo.  

— Mas, se não nos alinharmos aos stakeholders, vamos deixar de estar  agregando valor ao negócio.  

Esse vocabulário profuso e nebuloso tem sua origem em milhares de obras lançadas anualmente com as “novidades gerenciais” a que nos referimos acima, e são reforçadas nas escolas de administração e nos cursos e seminários de negócios.  

Tal artigo foi elaborado a propósito do lançamento do livro Why Business People Speak Like Idiots (Porque os homens de negócios falam como idiotas), escrito por três consultores da Deloitte: Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky.  A íntegra desse artigo pode ser conferida naquele número indicado da revista ou, no caso de assinantes, no site da publicação.

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CUIDADOS COM OS "NOVIDADEIROS"

Nós, os espíritas, devemos meditar sobre os artigos acima, porque coisa assemelhada costuma ocorrer no campo doutrinário: "teorias espiritualistas da moda", "atividades estranhas", vazadas em "confuso e profuso vocabulário", trazidas por pessoas que não conseguem explicar o que querem dizer — e aceitas por dirigentes que não conhecem a "pedra de toque" do Espiritismo: a obra de Kardec!

  • Veja este texto: aqui

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Fonte: Coletânea Pontinhos de Gerência. Antônio Carlos Guimarães. Belo Horizonte, RFB/SRRF 1a. RF, 2011.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por ALGuimaraes em 29/07/2015 às 22h48

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